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CAP Smart
Glossário CAP Smart · Dados e privacidade

O que é dado pessoal segundo a LGPD?

Informação relacionada a uma pessoa natural identificada ou identificável.

Fontes e contextoTermos relacionados
Em resumo

Pela LGPD, dado pessoal é informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Nome, CPF e dados que permitam reconhecer alguém no contexto de uma consulta podem se enquadrar nessa definição.

Onde esse conceito aparece?

Um dado não deixa de ser pessoal apenas porque aparece em documento público. A possibilidade de combinar informações também conta: um identificador aparentemente indireto pode permitir reconhecer a pessoa. Já dados de uma pessoa jurídica não são automaticamente dados pessoais, embora documentos empresariais possam conter nomes e CPFs de indivíduos.

Dado pessoal é um conceito contextual

A LGPD define dado pessoal como informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Nome, CPF, telefone e endereço são exemplos evidentes, mas um identificador indireto também pode permitir reconhecimento quando combinado com outras informações. Localização, imagem, identificador de dispositivo e registros de interação podem ser dados pessoais dependendo do contexto. Informação de pessoa jurídica, por si só, não é dado pessoal; documentos de empresa, porém, podem conter dados de sócios, empregados, representantes e clientes. A avaliação deve considerar quem pode ser identificado por meios razoáveis e quais dados estão disponíveis no conjunto. Para a definição oficial, veja Lei Geral de Proteção de Dados e o conceito de tratamento.

Diferença entre dado pessoal e dado pessoal sensível

Dado sensível é categoria definida em lei: inclui origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação sindical ou a organização religiosa, filosófica ou política, dados de saúde ou vida sexual e dados genéticos ou biométricos vinculados a pessoa natural. Não é sinônimo de qualquer informação íntima ou confidencial. O tratamento de dados sensíveis tem hipóteses legais específicas e exige cuidado adicional. Informação financeira, endereço ou número de processo não se torna automaticamente sensível, embora possa gerar riscos e mereça proteção adequada. Não infira categoria sensível a partir de um dado sem fundamento. Consulte a definição da ANPD e o art. 5º, II, da LGPD.

Dado anonimizado e pseudonimização não são a mesma coisa

A LGPD considera anonimizado o dado relativo a titular que não possa ser identificado com meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião do tratamento. Se a associação puder ser refeita por informação adicional mantida separadamente, o dado pode ser pseudonimizado, mas continua pessoal. A anonimização deve ser avaliada diante do contexto, custo, tecnologia e possibilidade de cruzamento; remover nome e CPF não basta se combinações de cargo, local e data reidentificarem alguém. Registre método, risco residual e governança das chaves. Revise a avaliação quando novas bases ou técnicas forem adicionadas. Para conservação e descarte, veja retenção de dados e segurança.

Como identificar dado pessoal em um fluxo de negócio

Mapeie formulários, contratos, gravações, sistemas, arquivos, planilhas, logs, backups e trocas com fornecedores. Para cada campo, pergunte se identifica alguém diretamente ou se pode ser associado a uma pessoa usando recursos razoáveis da organização ou de terceiros. Considere metadados e combinações: uma consulta de processo sem CPF ainda pode revelar pessoa se nome e contexto forem únicos. Identifique titular, fonte, finalidade, destinatários, base legal e prazo de guarda. Faça esse inventário antes de lançar um produto, compartilhar base ou contratar ferramenta nova. O levantamento alimenta o registro de tratamento e a análise de risco.

A classificação não depende de o dado ser público

Um dado obtido em diário oficial, processo público ou cadastro aberto pode continuar sendo dado pessoal. A origem pública é fator de contexto, não autorização irrestrita para copiar, combinar, perfilar e divulgar. Avalie finalidade, base legal, compatibilidade, necessidade, exatidão, transparência, segurança e direitos do titular. Uma consulta comercial não transforma automaticamente a publicidade do registro em licença para tomar qualquer decisão. Em processos, respeite segredo de justiça e limitações do tribunal; em relatórios, compartilhe apenas o necessário. Veja dado público, uso responsável de informação pública e consulta processual.

Princípios que orientam o tratamento

A LGPD exige finalidade legítima, específica e informada; adequação ao contexto; necessidade e minimização; livre acesso; qualidade; transparência; segurança; prevenção; não discriminação; e responsabilização. Esses princípios incidem ao coletar, consultar, inferir, compartilhar, armazenar e eliminar dados. Antes de incluir um campo, explique por que ele é necessário e qual consequência teria sua ausência. Se a finalidade mudar, reavalie compatibilidade e base legal, em vez de reutilizar automaticamente o dado. Mantenha informação correta e atualizada e responda a solicitações do titular. A base legal é requisito independente: cumprir um princípio não substitui a identificação da hipótese prevista nos arts. 7º ou 11. Consulte transparência e retenção.

Base legal, legítimo interesse e expectativa do titular

Consentimento é uma das bases legais, não a única. A operação pode estar apoiada em contrato, obrigação legal, exercício regular de direitos, proteção do crédito, legítimo interesse ou outra hipótese prevista, conforme finalidade e tipo de dado. Legítimo interesse não é cláusula genérica para qualquer uso: a ANPD orienta análise de finalidade, necessidade, balanceamento e salvaguardas, e essa hipótese não se aplica a dados sensíveis da mesma forma que às bases do art. 11. Considere fonte, relação prévia, contexto e expectativa razoável da pessoa, sobretudo em reutilização de informação pública. Registre a avaliação e ofereça transparência e oposição quando cabível. Não presuma base legal só porque o dado está disponível.

Direitos do titular e respostas a solicitações

A pessoa pode exercer direitos previstos na LGPD, como confirmar tratamento, acessar dados, corrigir informações incompletas ou desatualizadas, pedir anonimização ou eliminação nas hipóteses legais e obter informações sobre compartilhamento. O alcance depende da base, das exceções e da natureza do pedido; não prometa apagar documento sujeito a obrigação de guarda sem análise. Organize canal, verificação de identidade proporcional, prazo, busca em sistemas e resposta clara. Se uma informação usada em decisão estiver errada, suspenda conclusões dependentes dela enquanto apura, corrija registros e informe destinatários quando aplicável. Veja transparência, revisão humana e a página oficial da ANPD sobre direitos dos titulares.

Como reduzir exposição sem perder utilidade

Prefira coletar menos, restringir acesso, mascarar identificadores em relatórios, separar chaves de reidentificação e estabelecer descarte seguro. Use controle por função, autenticação, registro de consulta e canal de correção. Em compartilhamentos, defina quem decide finalidade, quem opera os dados, quais instruções se aplicam e como incidentes serão tratados. Avalie fornecedores e transferências, sobretudo quando houver dados sensíveis, crianças ou grande escala. Uma política escrita precisa refletir práticas reais e ser testada. A minimização reduz impacto de erro, vazamento e uso incompatível, mas não substitui base legal ou medidas de segurança. Relacione com segurança, retenção e risco jurídico.

Por que importa em uma decisão?

Ao usar informação para avaliar uma negociação, defina finalidade, base legal e acesso necessário. Pergunte se cada campo realmente ajuda a responder a questão proposta. A LGPD orienta a limitar a coleta e a explicar o tratamento de forma clara ao titular quando aplicável.

Limites e cuidados de interpretação

Dado pessoal sensível segue regras específicas e não deve ser confundido com qualquer informação privada. Publicidade de um processo não autoriza redistribuição irrestrita dos dados. Um relatório deve evitar detalhes excessivos e preservar contexto, exatidão e segurança.

Pessoa identificada ou identificável

Dado pessoal é informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Além de nome e CPF, contexto, identificador online, localização, imagem ou combinação de atributos pode permitir reconhecer alguém. A análise é contextual: retirar o nome não torna automaticamente o conjunto anônimo.

Dado pessoal e dado sensível

Dado sensível é categoria legal específica, como saúde, biometria vinculada a pessoa e origem racial ou étnica. Outras informações podem causar alto impacto, mas não entram automaticamente nessa definição. A distinção altera hipóteses legais e salvaguardas.

Ciclo de uso e proteção

Coleta, consulta, classificação, armazenamento, compartilhamento e eliminação são operações que podem constituir tratamento. Defina finalidade e base legal, limite dados necessários, controle acesso e mantenha retenção adequada. Informação pública ainda pode ser dado pessoal sujeito à LGPD.

Avalie possibilidade de reidentificação

Dados aparentemente indiretos podem identificar alguém quando cruzados com fontes externas. Reduza granularidade e acesso, teste risco de associação e evite publicar combinações raras. Consulte dado pessoal sensível, anonimização e LGPD.

Guia rápido

Dado pessoal, dado sensível e dado anonimizado

Compare o conceito com situações próximas e confirme o enquadramento na fonte e nos documentos do caso.

ConceitoO que significaO que conferir
Dado pessoalIdentifica ou pode identificar uma pessoa natural.Avaliar finalidade, base legal, necessidade e acesso.
Dado pessoal sensívelCategoria especial prevista na LGPD, como dado de saúde ou biométrico vinculado à pessoa.Aplicar as hipóteses e salvaguardas específicas da LGPD.
Dado anonimizadoNão permite identificar o titular considerando meios técnicos razoáveis disponíveis.Reavaliar o risco de reidentificação e o contexto de uso.

Quadro educativo. O enquadramento depende da regra aplicável, dos documentos e do contexto.

Fontes e leitura complementar

Consulte o texto institucional e a regra aplicável ao conceito. A interpretação em uma situação concreta depende dos documentos e do contexto.